Chiclete com Banana esclarece saída de guitarrista

O guitarrista Joni anunciou que irá processar o Chiclete com Banana e reclama ter sido abandonado pelo grupo. Os integrantes do Chiclete com Banana se disseram “surpresos e indignados”, porque, segundo eles, desde que Jonne (se referem ao guitarrista como Joni) deixou a banda, continuava “a manter um excelente relacionamento fraterno”. Veja as explicações da banda, a seguir: “1º) Primeiramente, em relação à constituição do grupo musical, hoje denominado Chiclete com Banana, esse iniciou, como é fato de conhecimento público, com a denominação Scorpius nos idos de 1977, quando o nosso guitarrista Joni ainda sequer fazia parte integrante da composição do grupo musical. Daí, mais tarde, foi que o grupo musical veio a obter nova identificação, através do nome-fantasia Chiclete com Banana, mantendo, entretanto, a composição societária anterior. Disso decorrente Joni, ao ingressar no grupo musical, já assim o fez na vigência de uma sociedade, firmando o seu primeiro contrato de trabalho, a exemplo dos outros músicos que são citados neste questionário. 2º) Quanto ao segundo ponto, tratou-se de uma ação judicial, onde Joni, juntamente com os outros dois músicos da empresa (os quais compõem o grupo musical), após constituírem advogado, ajuizaram uma ação trabalhista perante a MM. 5ª Vara do Trabalho desta capital, recebendo o número de processo 01.05.01.0739-01. Em audiênica designada e realizada em 11/7/2001, às 8h23, as partes compareceram à seção, inclusive Joni, todos acompanhados de seus respectivos advogados, e na presença da MM. Juíza Titular foi lavrada a ata de conciliação, não sem antes todos serem advertidos pela magistrada das conseqüências da celebração do acordo, o qual foi ratificado por todos sem contrariedade de quem quer que seja. Homologada a conciliação, com todas as partes presentes, inclusive Joni – repita-se –, e assinado o termo respectivo juntamente com seus advogados, o processo tomou o caminho do arquivo geral, encerrando a discussão que originou a ação em questão. Assim, não é verdade que Joni, a qualquer tempo, assinou documentos “em branco”, bem como que “desconhece” o profissional que constituiu mediante procuração escrita, sob pena de estar-se colocando vulnerável a seriedade da Justiça do Trabalho nas causas decididas. 3º) Realmente Joni – e os outros músicos que compõem o grupo – percebe salário médio de R$ 3.000,00 (três mil reais), uma vez que o tratamento dado é igualitário a todos. Entretanto, não se obteve a pretendida homologação pelo sindicato das rescisões contratuais diante da antecipada provocação judicial já debatida no item anterior. A homologação judicial dos contratos de trabalho, envolvendo aí também o de Joni, por força hierárquica, não mais está passiva de análise sindical. Desse modo, a homologação judicial, por via de conseqüência,dispensa a assistência sindical. Ademais, não é verdade que houve qualquer pagamento através de “caixa dois”. Os cheques que foram objeto dos pagamentos rescisórios, todos foram emitidos perante o judiciário e discriminados na ação judicial. 4ª) Nada desautoriza – antes admite –, a nova contratação dos mesmos músicos que anteriormente tiveram seus contratos rescindidos. E Joni, assim como os outros citados, continua com o seu contrato de trabalho íntegro após isso, embora no momento estando sob os cuidados do INSS, percebendo os valores que a legislação pertinente determina. Tomando conhecimento que os valores repassados pelo INSS não são suficientes ao sustento dos seus segurados, os amigos de Joni – Bell Marques; Waldinho Marques; Wilson Marques e Rey –, sensibilizados com o estado de saúde delicado que o músico Joni vem conivendo há alguns anos, e vêm ajudando Joni sempre que necessário, através de doações pessoais no complemento das suas despesas, o que já ocorre desde quando o músico apresentou os primeiros sintomas da doença. Ressalte-se que Joni possui uma adesão particular em plano de saúde, custeada exclusivamente pela empresa, a qual perdura até o presente momento, justamente com o objetivo de não deixá-lo exposto a míngua dos cuidados previdenciários”.

O Fuxico