Érick Melo Claudinha e o namorado, o empresário Márcio Pedreira, nos bastidores do Acústico Band FM
Mas eu sabia que se não fizesse isso, a oportunidade nunca apareceria. E foi graças a minha persistência, que um dia Cal Adam (empresário do grupo É o Tchan) me viu dando canja numa festa de aniversário da esposa do jogador Edílson (ex-seleção brasileira, Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Vitória). E foi daí que tudo começou. Carnasite - Ou seja, uniu o talento com o destino?Claudinha - Olha Érick, eu não acredito em destino. Eu acredito em livre-arbítrio. Nós somos responsáveis por tudo aquilo que a gente cativa. Eu estava lá, mas só fui lá porque sabia que na festa de Edílson estariam pessoas que poderiam me dar uma oportunidade. Eu sabia que alguma hora alguém ia me ver. Eu sentia isso… e fui cavando. Carnasite - O sucesso, e sobretudo estar na mídia, é algo passageiro. Você está preparada para o fim do seu conto de fadas? Claudinha - Sim. Com certeza um dia a exposição na mídia, o número de shows será menor. Mas eu tenho certeza também que sempre vão ter pessoas que vão nos acompanhar, que escutarão nossas músicas e que lembrarão de algumas coisas. É como um perfume, um cheiro de algum momento. A música marca sempre alguma coisa na vida das pessoas. Daqui alguns anos eu posso ser esquecida, até porque aparecerão pessoas novas e quem sabe até mais talentosas do que eu. O mundo está sempre girando. E a vida é assim, é cíclica. Tem muita gente talentosa e bastante coisa para se aproveitar. Eu estou plantando para mim algo muito maior do que a fama. Estou plantando algo muito maior que o sucesso e o dinheiro traz. Isso que estou vivendo é muito bonito. Mas eu sei que isso é efêmero, que tudo isso um dia vai chegar ao fim. Carnasite - Mudando um pouco de assunto, no ano passado você me confessou que “Diário de Claudinha” é o melhor CD da carreira do Babado Novo. A banda já trabalhou quatro músicas deste quarto CD, “Bola de Sabão”, “Piriripiti”, “A Camisa e o Botão” e “Janela”, essa última que teve uma maior exposição no Norte/Nordeste. Vocês esperam trabalhar mais alguma canção deste trabalho antes de lançarem o novo CD?Claudinha - Espero que sim. Eu amo “Meu e Seu”. Acho que é uma música boa pra caramba (“Parecia tão fácil/Mas as coisas mudaram tão de repente/Não consigo nem decifrar o nosso amor/O nosso amor/Tantas noites em claro/Tantas fotos guardadas, tantos momentos/Não consigo ter que esquecer/Não consigo imaginar outra paixão”). Carnasite - E o novo DVD, sai quando? Essas gravações que vocês estão fazendo pelo Brasil afora vão entrar no próximo DVD do Babado Novo?Claudinha - Não. Na verdade é assim. O nosso próximo CD será vendido sozinho (da maneira convencional) e num kit que vai trazer também um DVD. Esse DVD terá um bônus com seis faixas com músicas cantadas de formas diferentes, uma música cantada de forma intimista (acústica) e o making of da festa Babado Elétrico em vários lugares do país. Nós estamos gravando esse material desde maio.Já o nosso segundo DVD de carreira será gravado apenas em 2007, inclusive, estamos estudando como vai ser esse show e o seu repertório.Carnasite - Quando o novo CD chegará nas lojas?Claudinha - Nós vamos entrar em estúdio para gravar o CD no mês de setembro. Eu acredito que o CD normal e o kit CD/DVD deverão estar nas lojas no início de novembro. Carnasite - Já definiram o repertório do CD? Claudinha - Ainda não. Nós selecionamos 25 músicas, mas apenas 14 entrarão no CD. Carnasite - Vai ter alguma participação especial no quinto álbum do Babado Novo? Claudinha - Eu convidei a Daniela Mercury e ela aceitou. Nós não definimos a faixa ainda, pois não sabemos quais as músicas que vão ficar, mas eu sei que Daniela já está confirmada no nosso novo trabalho. Carnasite - Graças a sua beleza e boa forma, nos últimos meses você fez fotos para revistas, como a VIP e a Corpo a Corpo. O que você tem feito para ficar cada vez mais magra, sarada e bonita?Claudinha - Não sei (risos). Acho que é a constituição genética que me ajuda um pouco e a televisão que engana (risos). Eu malho quando dá, mas como eu viajo muito e a minha vida profissional me deixa exausta fisicamente, algumas vezes, eu acabo não sendo uma pessoa assídua na malhação. Mas quando é possível, eu procuro malhar. Eu tenho o maior prazer em correr e adoro nadar.Carnasite - Foi difícil tirar fotos de biquíni e até de lingerie?Claudinha - E como foi… (risos) No início eu até achei que o pessoal deve ter me achado uma chata! (risos) Eu falava: vamos abrir um pouco mais o biquíni para não ficar tão decotado. Mas agora eu percebo que tem coisas que eu acabo sendo um pouco exagerada. Eu não preciso me expor demais, mas ao mesmo tempo, não preciso ser tão fechada também. Eu preciso aprender a ficar num meio-termo. Eu detesto vulgaridade. Tenho horror a vulgaridade. Eu nunca quero ir além do que acho que tem a ver com a minha conduta. Carnasite - Posar nua então é uma coisa que Claudinha Leitte nunca faria?Claudinha - Esse é o tipo de coisa que não tem nada a ver comigo. Eu não condeno quem faz, mas não combina com a minha índole, com a formação familiar que eu tive.Carnasite - Finalizando. Você é uma pessoa que sempre preservou a sua intimidade. Que não curte sair para baladas e ser capa de revista de fofocas e celebridades. Que sempre procura levar a família e o namorado em suas viagens a trabalho por todo o Brasil. Embora você ainda seja muito nova, tenha um dia-a-dia muito corrido, por acaso pensa em casar, ter filhos, constituir uma família?Claudinha - E claro que eu penso em casar. Nós mulheres sempre pensamos nisso. Mas é um projeto muito particular. Se eu vier a me casar, não será algo que irei compartilhar com a imprensa. Talvez eu compartilhe com o Érick Melo, meu amigo, mas não o jornalista. (risos)