Claudinha Leitte abre o seu coração e revela que não acredita em destino

Claudinha Leitte abre o seu coração e revela que não acredita em destino

Érick Melo Claudinha e o namorado, o empresário Márcio Pedreira, nos bastidores do Acústico Band FM

Ela nasceu no estado do Rio de Janeiro, mais precisamente na cidade de São Gonçalo, porém, é uma baiana arretada dos pés a cabeça, de alma e coração. Ao 26 anos de idade, essa canceriana cativa a todos por onde passa, especialmente as crianças e adolescente, que simplesmente a idolatram. Já os marmanjos babam nas nuvens por sua beleza. Um dos maiores fenômenos da música nacional dos últimos anos, a estrela da loirinha que é fã de Michael Jackson, Roberto Carlos e Pearl Jam não pára de crescer. Queridinha da Rede Globo e da Universal Music, com a agenda sempre lotada, a musa milk mal tem tempo para respirar. Mas para viver o seu conto de fadas, a mais nova namoradinha do Brasil teve que ralar bastante e até implorar por míseras canjas nos barzinhos de Salvador. Determinada, Cláudia Cristina Leite Inácio abandonou as faculdades de Direito, Comunicação Social e Música para ir em busca do seu sonho. Talentosa e com uma garra dar inveja a nossa “seleção do hexa”, ela conseguiu vencer todos os obstáculos.Nesta entrevista exclusiva ao Carnasite, a bela, simpática e humilde vocalista do Babado Novo faz uma análise da carreira, conta os detalhes do quinto CD, fala o que faz para ficar em forma e confessa que para vencer na vida a pessoa precisa ter oportunidade, dignidade, talento, vontade de vencer e claro, estar no lugar certo, na hora certa.Carnasite - Homenagem de uma hora no Domingão do Faustão, dupla apresentação no Criança Esperança, dueto com o Rei Roberto Carlos, dois blocos divertidíssimos no Jô… fora apresentações nos programas da Xuxa, Angélica, Luciano Huck, Ana Maria Braga. Claudinha Leitte é a nova queridinha da Rede Globo? Claudinha Leitte – (Risos) Não sou queridinha da Globo, pois já fui também na Band e Record várias vezes. Eu acho que isso é o momento, é essa fase que estamos vivendo e que é muito boa. É o reconhecimento de um trabalho. Não somos queridinhos de alguém, mas se os convites surgem, é porque o público quer nos ver. Mas não falo isso com arrogância, pois tudo está acontecendo de uma forma natural e graças a esse momento especial que o Babado Novo está vivendo.Houve um momento que o Babado estava muito bem no Norte/Nordeste, mas ainda era pouco conhecido no Sudeste. Nesta época, apesar de não tocarmos na Globo, Band ou Record e sermos pouco conhecidos do grande público nacional, já fazíamos oito shows por semana e até dois na mesma noite. E como essas coisas começaram a tomar proporções cada vez maiores, o pessoal do Sudeste passou a conhecer melhor a gente e nós passamos a nos apresentar em todas as grandes TVs do Brasil.Carnasite - É verdade que a Rede Globo sondou você para um projeto de programa infantil?Claudinha – Não, não, não… (risos) Não tem nada disso não. Carnasite - Você foi considerada uma das grandes estrelas do último Criança Esperança. Fale um pouco das suas duas apresentações e como surgiu o convite.Claudinha - As duas apresentações foram muito massa. O Aloysio Legey (Diretor da Rede Globo) sempre acreditou em mim. Há três anos ele foi num show do Babado Novo e falou que eu tinha que fazer algo mais pop e diferente do que as pessoas me conheciam.No Criança Esperança do ano passado ele perguntou se eu topava fazer algo no estilo Broadway. Como eu adoro o Moulin Rouge, nós acabamos fazendo um medley com três músicas. Eu viajei nas idéias, ele também e o resultando acabou ficando muito massa. Graças a parceria no ano passado, nós ficamos amigos. Neste ano ele me ligou e falou que gostaria que eu fizesse algo de diferente de novo. Ele sugeriu algo do Michael Jackson, e eu amei, pois sempre tive ele como a minha referência de artista pop. Sempre o amei de paixão! Michael é um cantor maravilhoso, excepcional. Um bailarino espetacular e que possui uma presença de palco extraordinária! Carnasite - Você sempre foi bastante eclética. Nas suas poucas horas de descanso, o que você tem escutado?Claudinha - Eu escuto de tudo. Primeiro porque o meu trabalho exige que eu pesquise algo sempre além do que estou fazendo. Eu gosto muito de blues, rock´n´roll. Adoro Pearl Jam, rock progressivo. Eu também adoro o pagode baiano. Sou filha da terra e curto muito o samba de roda. É a minha linguagem.Carnasite - E esse seu lado atriz… há algumas semanas você fez uma paródia de atriz de novela no Programa do Jô. Por acaso você anda querendo arriscar algo na área de teledramaturgia?Claudinha - Esqueça isso Érick. Eu não sou atriz não! (risos) Aquilo ali foi apenas uma brincadeira que eu faço em casa. Meu pai às vezes brinca: minha filha, faça aquela cena de sofrimento atrás da porta, até porque tem uma música de Elis Regina que se chama “Atrás da Porta”. E quando toca a música, eu interpreto uma cena. Eu me jogo no chão, pego um pijama, começo a escorregar atrás da porta. Mas é só isso. É só uma brincadeira. Eu não sou atriz (risos).Carnasite - Apesar da lotada agenda de shows e compromissos de divulgação, sobra tempo para ver novelas?Claudinha - Eu não costumo assistir novelas diariamente. Mas se eu tenho um tempinho livre, dou uma fuçadinha sim. Até porque eu gosto de escutar as músicas que estão tocando nas novelas. Eu procuro ficar antenada, pois o que está tocando na novela, é o que o povo está escutando. E às vezes eu acabo levando algumas dessas músicas para o meu repertório.Carnasite - Hoje você é considerada uma das grandes estrelas da música nacional. Sua agenda de shows está sempre lotada e sempre tem 1001 repórteres a fim de uma entrevista. Mas foi muito difícil chegar até aqui? Claudinha - Olha, eu não acho que sofri muito. Às vezes algumas pessoas vem conversar comigo, me remetem alguma coisa que aconteceu e aí que eu reflito que realmente foi complicado vencer, passar por cima daquilo. Mas eu sempre tive muita fé em Deus. Por isso nunca senti dor e remorso por algo que aconteceu no passado.Carnasite - Essas dificuldades no começo de carreira fizeram com que você amadurecesse mais rápido, que valorizasse cada vitória, cada obstáculo superado?Claudinha - Sim. Isso pode até parecer clichê, mas é a pura verdade.Carnasite - A primeira vez que eu a entrevistei, você ainda era uma promessa. Hoje, Claudinha Leitte é uma realidade, uma grande estrela da música brasileira. Na sua opinião, quais os artistas da nova geração da Bahia que têm potencial para seguirem os seus passos? Claudinha - Eu gosto muito de Marcel. Ele já é muito conhecido em Salvador. Ele canta desde pequeno. Tem um talento nato. Um posicionamento de palco exemplar e ainda é boa pinta. Eu também gosto bastante da Elaine Fernandes (Planeta Axé). Mas Elaine para mim já é “veterana”, pois nós começamos na mesma época. Tem muita gente que estava na mesma batalha que eu, que até canta melhor do que eu, mas que não teve a mesma oportunidade. Para vencer na vida a pessoa precisa ter oportunidade, dignidade, talento, vontade de vencer. Mas também tem que estar no lugar certo, na hora certa. Tem que procurar. Não pode se cansar nunca. Meu pai sempre saía comigo à noite pelos bares de Salvador e eu sempre pedia uma oportunidade para dar uma simples canja. Eu lembro que muitas vezes eu estava num barzinho e o pessoal da banda logo falava: olha, aquela menina que pede canja está aí. Mas eu sabia que se não fizesse isso, a oportunidade nunca apareceria. E foi graças a minha persistência, que um dia Cal Adam (empresário do grupo É o Tchan) me viu dando canja numa festa de aniversário da esposa do jogador Edílson (ex-seleção brasileira, Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Vitória). E foi daí que tudo começou. Carnasite - Ou seja, uniu o talento com o destino?Claudinha - Olha Érick, eu não acredito em destino. Eu acredito em livre-arbítrio. Nós somos responsáveis por tudo aquilo que a gente cativa. Eu estava lá, mas só fui lá porque sabia que na festa de Edílson estariam pessoas que poderiam me dar uma oportunidade. Eu sabia que alguma hora alguém ia me ver. Eu sentia isso… e fui cavando. Carnasite - O sucesso, e sobretudo estar na mídia, é algo passageiro. Você está preparada para o fim do seu conto de fadas? Claudinha - Sim. Com certeza um dia a exposição na mídia, o número de shows será menor. Mas eu tenho certeza também que sempre vão ter pessoas que vão nos acompanhar, que escutarão nossas músicas e que lembrarão de algumas coisas. É como um perfume, um cheiro de algum momento. A música marca sempre alguma coisa na vida das pessoas. Daqui alguns anos eu posso ser esquecida, até porque aparecerão pessoas novas e quem sabe até mais talentosas do que eu. O mundo está sempre girando. E a vida é assim, é cíclica. Tem muita gente talentosa e bastante coisa para se aproveitar. Eu estou plantando para mim algo muito maior do que a fama. Estou plantando algo muito maior que o sucesso e o dinheiro traz. Isso que estou vivendo é muito bonito. Mas eu sei que isso é efêmero, que tudo isso um dia vai chegar ao fim. Carnasite - Mudando um pouco de assunto, no ano passado você me confessou que “Diário de Claudinha” é o melhor CD da carreira do Babado Novo. A banda já trabalhou quatro músicas deste quarto CD, “Bola de Sabão”, “Piriripiti”, “A Camisa e o Botão” e “Janela”, essa última que teve uma maior exposição no Norte/Nordeste. Vocês esperam trabalhar mais alguma canção deste trabalho antes de lançarem o novo CD?Claudinha - Espero que sim. Eu amo “Meu e Seu”. Acho que é uma música boa pra caramba (“Parecia tão fácil/Mas as coisas mudaram tão de repente/Não consigo nem decifrar o nosso amor/O nosso amor/Tantas noites em claro/Tantas fotos guardadas, tantos momentos/Não consigo ter que esquecer/Não consigo imaginar outra paixão”). Carnasite - E o novo DVD, sai quando? Essas gravações que vocês estão fazendo pelo Brasil afora vão entrar no próximo DVD do Babado Novo?Claudinha - Não. Na verdade é assim. O nosso próximo CD será vendido sozinho (da maneira convencional) e num kit que vai trazer também um DVD. Esse DVD terá um bônus com seis faixas com músicas cantadas de formas diferentes, uma música cantada de forma intimista (acústica) e o making of da festa Babado Elétrico em vários lugares do país. Nós estamos gravando esse material desde maio.Já o nosso segundo DVD de carreira será gravado apenas em 2007, inclusive, estamos estudando como vai ser esse show e o seu repertório.Carnasite - Quando o novo CD chegará nas lojas?Claudinha - Nós vamos entrar em estúdio para gravar o CD no mês de setembro. Eu acredito que o CD normal e o kit CD/DVD deverão estar nas lojas no início de novembro. Carnasite - Já definiram o repertório do CD? Claudinha - Ainda não. Nós selecionamos 25 músicas, mas apenas 14 entrarão no CD. Carnasite - Vai ter alguma participação especial no quinto álbum do Babado Novo? Claudinha - Eu convidei a Daniela Mercury e ela aceitou. Nós não definimos a faixa ainda, pois não sabemos quais as músicas que vão ficar, mas eu sei que Daniela já está confirmada no nosso novo trabalho. Carnasite - Graças a sua beleza e boa forma, nos últimos meses você fez fotos para revistas, como a VIP e a Corpo a Corpo. O que você tem feito para ficar cada vez mais magra, sarada e bonita?Claudinha - Não sei (risos). Acho que é a constituição genética que me ajuda um pouco e a televisão que engana (risos). Eu malho quando dá, mas como eu viajo muito e a minha vida profissional me deixa exausta fisicamente, algumas vezes, eu acabo não sendo uma pessoa assídua na malhação. Mas quando é possível, eu procuro malhar. Eu tenho o maior prazer em correr e adoro nadar.Carnasite - Foi difícil tirar fotos de biquíni e até de lingerie?Claudinha - E como foi… (risos) No início eu até achei que o pessoal deve ter me achado uma chata! (risos) Eu falava: vamos abrir um pouco mais o biquíni para não ficar tão decotado. Mas agora eu percebo que tem coisas que eu acabo sendo um pouco exagerada. Eu não preciso me expor demais, mas ao mesmo tempo, não preciso ser tão fechada também. Eu preciso aprender a ficar num meio-termo. Eu detesto vulgaridade. Tenho horror a vulgaridade. Eu nunca quero ir além do que acho que tem a ver com a minha conduta. Carnasite - Posar nua então é uma coisa que Claudinha Leitte nunca faria?Claudinha - Esse é o tipo de coisa que não tem nada a ver comigo. Eu não condeno quem faz, mas não combina com a minha índole, com a formação familiar que eu tive.Carnasite - Finalizando. Você é uma pessoa que sempre preservou a sua intimidade. Que não curte sair para baladas e ser capa de revista de fofocas e celebridades. Que sempre procura levar a família e o namorado em suas viagens a trabalho por todo o Brasil. Embora você ainda seja muito nova, tenha um dia-a-dia muito corrido, por acaso pensa em casar, ter filhos, constituir uma família?Claudinha - E claro que eu penso em casar. Nós mulheres sempre pensamos nisso. Mas é um projeto muito particular. Se eu vier a me casar, não será algo que irei compartilhar com a imprensa. Talvez eu compartilhe com o Érick Melo, meu amigo, mas não o jornalista. (risos)